A Morte de Prócris

A Morte de Prócris (após Piero di Cosimo)

2025

Óleo e acrílica sobre tela

92x186 cm

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A Morte de Prócris resgata um momento de profunda melancolia e mistério da mitologia clássica. A cena propõe uma interpretação livre de um episódio das Metamorfoses, poema do escritor romano Ovídio, no qual Prócris é acidentalmente morta por seu marido, Céfalo.
Na mitologia grega, Prócris era filha do rei Erecteu. Sua história é marcada por traições, reconciliações e uma tragédia final. Casada com Céfalo, ela o trai sob a influência de uma promessa tentadora. Após ser descoberta, foge para a corte do rei Minos, onde enfrenta novas provações antes de retornar e se reconciliar com o marido — apenas para ser, ao fim, vítima de um engano fatal.
Na releitura contemporânea, o sátiro surge com tatuagens espalhadas pelo corpo, criando um contraste entre o imaginário mitológico e signos da cultura atual. A composição, carregada de simbolismo, é revestida por retângulos que evocam a chuva — elemento visual que acentua a dramaticidade da cena.
A presença do sátiro, criatura ligada à natureza e aos instintos, ao lado do corpo da ninfa, acrescenta uma dimensão simbólica ao drama. Scandelari transforma o mito em uma meditação visual sobre a finitude, a dor da perda, o lamento da natureza e o peso trágico dos destinos humanos.

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