Apolo e Dafne

Apolo e Dafne (após Jean Fouquet)

2025

Óleo sobre tela

150x100 cm

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Inspirada em uma delicada gravura atribuída ao artista francês Jean Fouquet (1450) esta obra de Felipe Scandelari revisita o clássico mito grego de Apolo e Dafne — uma história marcada pelo desejo, pela fuga e pela transformação.
Segundo a mitologia, Apolo, deus do sol, da música e da poesia, é atingido por uma flecha de ouro disparada por Eros e se apaixona perdidamente por Dafne. Ela, no entanto, é ferida por uma flecha de chumbo, que a faz rejeitar todo e qualquer sentimento amoroso.
Na tentativa desesperada de escapar da perseguição de Apolo, Dafne clama por ajuda ao pai, o deus-rio Peneu. Em resposta, ele a transforma em uma árvore de louro, encerrando o drama com uma imagem de beleza melancólica e permanência.
Na releitura de Scandelari, os protagonistas — Apolo e Dafne — são representados como crianças, o que imprime à cena uma nova camada de lirismo e surpresa. O cenário é ambientado em um universo infantil e lúdico, povoado por coelhinhos, patinhos e um pavão, todos pintados com técnica livre e simplificada, evocando o traço espontâneo de desenhos infantis.
O mito de Apolo e Dafne, nesta releitura sensível de Scandelari, transforma-se em um jogo entre fantasia e destino. Ao transpor os deuses ao universo infantil, o artista dilui o peso trágico do original. A fuga de Dafne torna-se, aqui, um gesto de autonomia em meio ao encantamento.

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